Clube de Roma
O Clube de Roma foi criado em 1968
por Aurelio Peccei, este era considerado um grupo de pessoas conceituadas nas
mais variadas áreas de estudo, a sua criação prendeu-se com o objetivo de
discutir e analisar os limites do crescimento económico tendo em conta o uso
crescente dos recursos económicos, considerados limitados.
O Clube de
Roma pretendia fazer uma avaliação dos principais problemas da civilização,
identificados como sendo a crescente expansão urbana, a perda de fé nas
instituições, a rejeição dos valores tradicionais, a deterioração da economia e
o impacto humano na degradação do ambiente.
Apesar disso
o grupo só veio a destacar-se no ano de 1972 com a produção de um estudo
realizado por D. L. Meadows, intitulado de “Os Limites do Crescimento”. Este
estudo serviu-se de um computador que modelou o comportamento da terra tendo em
conta as previsões colocadas, algo extremamente inovador para a época.
O estudo
refere de modo sintético três grande linhas de pensamento; se as tendências da
época de crescimento económico, poluição, produção alimentar e de população os
limites de crescimento do planeta serão alcançados em algum momento durante os
seguintes 100 anos; é possível modificar as tendências de crescimento e
garantir em simultâneo as necessidades básicas para todos os indivíduos; será
possível alcançar a estabilidade ecológica e económica na dependência de que
tal mudança se verifique num prazo de tempo mais curto possível.
Por outro
lado, muitos economistas se fizeram ouvir em relação às críticas contra o
estudo protagonizado. Nomeadamente pelo facto de que o estudo viria a concluir
ideias já referidas pelos economistas anteriormente, “Os Limites do
Crescimento” referiram que a principal causa de escassez de minérios não seria
a limitada disponibilidade destes recursos a nível geológico e sim o facto de
estes serem maioritariamente controlados por grandes monopólios que se
serviriam disso para exercer pressão no poder político, algo constatado na
crise petrolífera de 1973.
Outra das críticas
apontadas ao estudo de 1972 foi o facto de este não ter tido em conta a
progressão tecnológica e a possibilidade de expansão da disponibilidade dos
recursos de forma sustentável. Fatores esses que acabaram por se verificar,
nomeadamente na produção energética que já não depende essencialmente do
petróleo.
Sendo
precisamente desta critica que os defensores do estudo de 1972 surgem com a
ideia do “crescimento zero” ou “steady state”, pelo facto de não se ter em
conta os desenvolvimentos tecnológicos e a possibilidade de expansão de
recursos naturais, os defensores deste estudo optaram por considerar que a
população mundial deveria viver dentro dos limites que o estudo estipula, uma
conceção de precaução.
Duarte Ribeiro, subturma 5, nº 64573
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